sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Liberdade dos generosos


É nessa situação que o sonho retorna
Quando não estou nele
Quando o pesadelo se instala
Eu finalmente entendi
Porque o avião sempre cai
Quando durmo demais

É o problema da idade
Da caretice que não há
É o não pertencer, mesmo pertencendo
É ser mau, sendo bom
É ser bom demais, sem ser
É não saber confrontar
E apesar de toda a certeza
Afundar em indecisão

É o passado mal vivido
Que julgo com a alma que dizem ser minha
Se os oitenta não prestaram, o que foram os 90?
E é só daí em diante que sei falar
A cada chorus, a cada flanger, a cada 8 notas repetidas
Que me traziam lágrimas aos olhos
E que me buscam até hoje, novas ou velhas

Pelos que não entendem
E nunca irão
E a quem devo tanto
E me despedaço a cada dia
Mais pelo que deixo de fazer do que o que faço
E minha mente continua julgando
Maturidade ou babaquice?
Eu não deixo o sonho ir embora

Invejo a liberdade dos que seguem seu caminho
Os comprometidos com as coisas certas
Que são os verdadeiros generosos
Que querem que todos sejam tão felizes
Quanto eles próprios

Nenhum comentário:

Postar um comentário