Escrevi essa música pensando na época em que não tinha coragem de mudar minha vida para algo mais prazeroso e com o que me identificasse de verdade. Tinha um sonho recorrente de aviões caindo, e percebi que eles sempre ocorriam quando eu dormia demais pela manhã, geralmente por falta de coragem de enfrentar o dia.
Pensei nas pessoas que seguem seu caminho sem muitos questionamentos, não por inconsciência, mas por conviccão. E como elas estão sempre preocupadas de forma genuína com a felicidade alheia, provavelmente por serem elas mesmas felizes. E senti inveja dessa lógica. Quero estar feliz o suficiente para desejar que todos que amo também estejam.
Descrevo também a culpa por não conseguir agradar as pessoas que me amam, e as coisas que essa culpa me fazia aceitar. Eram na verdade agressões, mas ninguém podia ver além de mim, porque minha vida parecia perfeita vista de fora.
Inspiração Musical
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Liberdade dos generosos
É nessa situação que o sonho retorna
Quando não estou nele
Quando o pesadelo se instala
Eu finalmente entendi
Porque o avião sempre cai
Quando durmo demais
É o problema da idade
Da caretice que não há
É o não pertencer, mesmo pertencendo
É ser mau, sendo bom
É ser bom demais, sem ser
É não saber confrontar
E apesar de toda a certeza
Afundar em indecisão
É o passado mal vivido
Que julgo com a alma que dizem ser
minha
Se os oitenta não prestaram, o que
foram os 90?
E é só daí em diante que sei falar
A cada chorus, a cada flanger, a cada
8 notas repetidas
Que me traziam lágrimas aos olhos
E que me buscam até hoje, novas ou
velhas
Pelos que não entendem
E nunca irão
E a quem devo tanto
E me despedaço a cada dia
Mais pelo que deixo de fazer do que o
que faço
E minha mente continua julgando
Maturidade ou babaquice?
Eu não deixo o sonho ir embora
Invejo a liberdade dos que seguem seu
caminho
Os comprometidos com as coisas certas
Que são os verdadeiros generosos
Que querem que todos sejam tão
felizes
Quanto eles próprios
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Ciclo
O sol não pede licença
É forte, lento e solitário
Espalha energia sem parar
O vento faz tudo mudar
Leva com ele o que mais não há
Espalha poeira enquanto pode
O raio divide a paisagem
Rasga a cidade, inconsequente
Espalha luz enquanto pode
Perde-se no asfalto
Perde-se no ar
A chuva chega anunciada
É forte, reta e fria
Espalha luz enquanto pode
Perde-se no asfalto
Perde-se no ar
O sol não pede licença
É forte, lento e solitário
Espalha energia sem parar
É forte, lento e solitário
Espalha energia sem parar
O vento faz tudo mudar
Leva com ele o que mais não há
Espalha poeira enquanto pode
O raio divide a paisagem
Rasga a cidade, inconsequente
Espalha luz enquanto pode
Perde-se no asfalto
Perde-se no ar
A chuva chega anunciada
É forte, reta e fria
Espalha luz enquanto pode
Perde-se no asfalto
Perde-se no ar
O sol não pede licença
É forte, lento e solitário
Espalha energia sem parar
domingo, 2 de janeiro de 2011
Void in soul
There is a house
There is a world
There is a void
In my soul
It started out so quietly
As a cooling summer breeze
But it's become so harsh
As if a desert storm sat inLeaving sorrows behind
Isn't easy
Always packing sorrows to go
Whenever I'm free
I find a way to lock myself
Whenever there's room to grow
I build these walls around
And if it's safe to grow old
I'll avoid all the youth in the world
Not alone in our nonsenses
Not alone in our obsessions
Push a little bit
It doesn't matter if it hurts
My legs now weight a ton
And my feet can't hold me up
All of this cannot be right
Lessons learnt can't hold me up
And everything pushes me down
I allow the void to suck me in
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